O governo Bolsonaro até agora não realizou esforços para mudar a atual política de combustíveis e está estimulando a venda de empresas estatais, assim, descapitaliza o caixa governamental por meio de importações e venda de empresas lucrativas do nosso país. O estímulo é para vender tudo que temos a preços irrisórios, provocando a perda de poder acionário de setores estratégicos como energia e logística.
Na última semana, com a venda da BR Distribuidora para vários bancos privados internacionais, o Brasil perdeu o poder de controle da distribuição de combustível de todo o país. Mesmo depois do desenvolvimento de tecnologias e estratégias ao longo de muitos anos e com recursos públicos, o governo e a administração da Petrobras decidiram entregar tudo isso de bandeja.
Esse processo é uma tentativa de vender a Petrobras pelas bordas, colocando suas subsidiárias à venda ou liberado suas ações ao mercado. Dessa maneira, o que vemos é a oferta de tudo para os empresários e especuladores da Bolsa de Valores, restando NADA para a população.
Subordinação ao mercado especulativo e estrangeiro são características presentes desde o início do mandato de Jair Bolsonaro, que por sinal, foi eleito a partir de um discurso extremamente nacionalista. Precisamos nos atentar e denunciar os descalabros dessa gestão, nos mobilizando pelo fortalecimento das nossas organizações e desenvolvimento econômico.
Tudo indica que estamos passando por uma recolonização, ou seja, cada vez mais subordinados a outros países, principalmente aos EUA, então, vender o país como estão tentando fazer é um prejuízo exorbitante para a população.

A saber:
Petrobras que possuía 71,25% das ações, se desfez de 30% do capital da BR Distribuidora, perdendo controle acionário da companhia. Hoje fica com 41,25% e o controle acionário foi pulverizado para diversas empresas estrangeiras, principalmente bancos internacionais.
“A BR Distribuidora é um colosso. A empresa lidera o setor de distribuição de combustíveis no país com cerca de 30% do mercado e possui quase oito mil postos de gasolina e atua em 99 aeroportos. Teve faturamento de quase R$ 100 bilhões e lucro líquido de R$ 3,2 bilhões em 2018. (…) O Vale do Jequitinhonha no Norte de Minas Gerais e o Vale do Ribeira em São Paulo quase na divisa do Paraná, por exemplo, são duas regiões que podem sofrer com aumento de preço, pois tem um custo de distribuição maior. A tendência é que a BR Distribuidora privatizada não enxergue como um todo essas operações e repasse os custos mais altos da distribuição ao consumidor. Isso explica um pouco a euforia do mercado com a venda já que a margem de lucro deve aumentar.” (Gustavo Marsaioli – diretor do Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo, em entrevista ao Yahoo Notícias)

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